Sem querer me intrometer | Mariana Baptista

BIENAL 2014: Eu fui! {Parte 01}

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     Antes de começar, um aviso: Se você não gosta de posts longos, volte ao blog em outro dia, porque hoje pretendo falar MUITO. Nessa Parte 01, irei focar em contar para vocês os autores que conheci ― ou revi ― e o evento em si. Amanhã, na Parte 02, mostrarei em vídeo minhas compras e falarei sobre os preços, ok? :) Já está tudo anotado para não esquecer nenhum detalhe!

     Acredito que todos vocês já devem ter ouvido poucas e boas sobre o primeiro final de semana da Bienal do Livro (23.08 e 24.08) e essa será mais uma postagem sobre esse assunto, afinal, eu também estava lá. Mas, ao contrário do que tenho visto na maioria dos comentários acerca do assunto, meu relato não vai ser tão dramático ou emocionante quanto deveria ser devido a dimensão dos problemas organizacionais ocorridos no evento nesse período.

     Minha visita à Bienal foi simples. Sim, totalmente simples. Os motivos? Não tentei pegar senha para a sessão de autógrafos do Harlan Coben, nem da Cassandra Clare e tampouco da Kiera Cass. Sinceramente, não me sinto muito capacitada para enfrentar filas grandiosas e, muito menos, disputar espaço com centenas e mais centenas de fãs enlouquecidos, então, como não sou tão fã dos autores que estavam presentes, resolvi me manter longe de toda confusão.

     Na entrada, a fila estava tão grande que assustava! Eu nunca ― nunca mesmo, NUNCA, nunquinha ― vi filas tão desorganizadas quanto as que estavam sendo formadas no portão do evento. As filas mais pareciam apenas amontoados de gente sem rumo certo e em qualquer lugar que você se posicionasse alguém te criticava por estar “furando” uma fila inexistente. Uma loucura total!

     Ainda assim, consegui fazer (quase) tudo que planejei para os dois dias em que estive lá e saí com treze novos moradores para minha estante, vários autógrafos super especiais e nenhum tostão na carteira. Vou mostrar para vocês, agora, as poucas fotos que tirei com alguns dos autores que conheci por lá. 
     PS: Também tirei fotos com a Lucinda Riley e a Marina Carvalho, mas a Editora Novo Conceito ainda não as disponibilizou :( Assim que pegá-las, atualizo o post.


     No meu primeiro dia de Bienal (23.08), fui ao lançamento de Silver ― PARA NOOOOOSSA ALEGRIA! ―, continuação de Lilac, um dos meus livros nacionais favoritos. Com isso, finalmente conheci a Deise Muller, autora da obra <3 Também conheci a querida Laura Conrado e consegui meus tão cobiçados autógrafos em Freud, Me Tira Dessa! e Freud, Me Segura Nessa!
     Mais tarde, fui ao lançamento do livro Mudanças, da L. L. Alves. Ela foi super fofa ao autografar meu exemplar e preparou um kit de brindes LINDO para os leitores *-* Nos arredores do estande da MODO Editora, conheci a Josy Stoque, parceira querida do blog e autora da trilogia Puro Êxtase (entre outras obras) <3
    Nesse mesmo dia, revi algumas autores que adoro, mas não tiramos fotos :( De qualquer forma, quero citá-los nesse post: Graciele Ruiz, Erica AzevedoGabriel Schmidt, Rodrigo Mendes, Mari Scotti e Denise Flaibam.


     No segundo dia em que estive lá (24.08), passei bastante tempo no estande da Novo Conceito. Lá, conheci a talentosa Christine Melo, autora de Enquanto a Chuva Caía. Também conversei muito com o Maurício Gomyde, que além de autografar meu exemplar de A Máquina de Contar Histórias, me deu dicas impagáveis sobre o mercado editorial.
     Conheci a Tammy Luciano, que admiro desde a publicação de Garota Replay, e sinceramente, nunca vi uma autora tão simpática e boa de papo! Uma querida <3 E por último ― mas não menos importante. Mesmo. ― autografei meu exemplar de A Namorada do Meu Amigo com a super atenciosa Graciela Mayrink.

     Resumidamente, meu final de semana valeu SUPER a pena e devo isso aos autores nacionais, sempre humildes e prontos para conversar com seus leitores.

     E para terminar o post, tenho algumas dicas bem importantes para vocês...

Dicas para quem pretende visitar a Bienal 2014: 

Esteja sempre atento à sua bolsa/mochila. Devido à alta aglomeração de pessoas, estão ocorrendo alguns furtos praticados por visitantes mal intencionados dentro do evento. A organização da Bienal não se responsabiliza por objetos perdidos.
Leve água. Lá dentro é muito quente e você vai precisar.
Não tenha pressa. Vocês podem encontrar boas promoções se se empenharem nisso. Com os estandes lotados, muitas vezes desistimos de comparar preços entre os distribuidores e acabamos comprando livros caros porque “já estou aqui mesmo”.
(Final de semana do dia 30.08 e 31.08) Se não estiver disposta a pegar uma mega fila na entrada, você tem duas opções: Ou chegue MUITO cedo (mais ou menos umas duas horas antes dos portões serem abertos), ou deixe para chegar durante a tarde. O período entre as 10:00h (abertura dos portões) e o meio-dia é extremamente lotado!
Tenha sua programação sempre em mãos. A equipe da Bienal não está muito bem preparada para passar informações sobre lugares e eventos, então é bom levar tudo anotado e, de preferência, já destacado no mapa.
Leve comida de casa. Os preços da praça de alimentação são absurdos e as filas ainda mais! Não compensa MESMO comprar lá.
Essa dica pode parecer um pouquinho “interesseira”, mas... Sempre peça brindes nos caixas dos estandes em que fizer compras. Eles têm muitas coisas guardadas lá e nem sempre distribuem de livre e espontânea vontade.

     Espero que tenham gostado do meu mega post, porque amanhã tem mais! :)
     Se tiverem alguma pergunta sobre o evento, podem fazer que aproveito para responder no vídeo.

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Resenha: Um Caso Perdido | Colleen Hoover

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Título: Um Caso Perdido
Original: Hopeless
Autora: Collen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 383
Avaliação: ★★★★★ ♥ (5/5)


Às vezes, descobrir a verdade pode te deixar com menos esperança do que acreditar em mentiras... Em seu último ano de escola, Sky conhece Dean Holder, um rapaz com uma reputação capaz de rivalizar com a dela. Em um único encontro, ele conseguiu amedrontá-la e cativá-la. E algo nele faz com que memórias de seu passado conturbado comecem a voltar, mesmo depois de todo o trabalho que teve para enterrá-las. Mas o misterioso Holder também tem sua parcela de segredos e quando eles são revelados, a vida de Sky muda drasticamente.

     Desde o lançamento de Um Caso Perdido, vi inúmeros leitores morrendo de ansiedade para conhecer a nova estória de Collen Hoover, mas, particularmente, eu demorei um pouco para me interessar no livro. Agora, com a leitura concluída quase quatro meses após o lançamento do livro, fico me perguntando por que esperei tanto para me entregar às páginas de Hopeless.  

     Em Um Caso Perdido, conhecemos Sky, uma jovem de dezessete anos que, devido às neuroses e manias de sua mãe adotiva, Karen, nunca estudou fora de casa e nem se quer teve acesso a qualquer tipo de tecnologia, como celulares e redes sociais. Agora, pela primeira vez em sua vida, ela está matriculada em um colégio e começa a frequentar as aulas como uma adolescente comum.
     Porém, ao contrário do que sua situação de isolamento social prevê, a garota é bastante conhecida entre os jovens da cidade e já possui uma má reputação Sky é constantemente acusada de ser uma “vagabunda” ― por causa da alta rotatividade de casos amorosos inconclusivos que ela e sua melhor amiga e vizinha, Six, têm mantido nos últimos anos.

Gostaria de pensar que a maioria das decisões que tomei nesses meus 17 anos foi inteligente. Espero que a inteligência seja medida proporcionalmente e que minhas poucas decisões idiotas pesem menos que as inteligentes. Sábado, 25 de agosto de 2012, pág. 9

     Sem a presença e apoio da amiga, que acaba de viajar para fazer intercâmbio do outro lado do mundo, em suas primeiras semanas escolares, Sky se vê sozinha em meio aos boatos e piadinhas de mau gosto que se espalham ainda mais com sua chegada ao colégio. Seu único amigo passa a ser Breckin, um jovem “mórmon” e gay, que é simplesmente apaixonado por fofocas.

Peço desculpas por seu armário não ter vindo com uma barra de pole dance, sua vagabunda. (...) Cheguei a acreditar que as pessoas só se comportavam assim nos livros, mas estou testemunhando em primeira mão que gente idiota existe de verdade. Segunda-feira, 27 de agosto de 2012, pág. 19

     Mas as coisas ficam ainda mais complicadas quando Sky conhece Dean Holder, outro jovem com uma reputação tão ruim quanto a sua. Quando começam a estudar juntos, a protagonista passa a saber mais sobre o rapaz, porém sua bipolaridade e confusão de reações e sentimentos faz com que ela fique cada vez mais em dúvida sobre a veracidade dos boatos que ouviu sobre ele.
     Mesmo pressentindo o perigo que Holder traz atrelado a sua história pessoal, Sky se vê totalmente envolvida em uma paixão incontrolável que jamais sentiu antes.

     Aos poucos, o leitor descobre que a ligação entre os personagens principais é bem maior do que eles mesmos podiam imaginar. Alguns mistérios vão surgindo durante a trama, e se encaixam perfeitamente uns aos outros durante o decorrer do livro, envolvendo-nos cada vez mais a um drama muito mais denso do que eu esperava encontrar.

Não sei como esse caso perdido* conseguiu entrar na minha vida de forma tão astuta nessa semana, mas tenho certeza de que não quero que ele saia dela. Sexta-feira, 31 de agosto de 2012, pág. 109
*Faz referência à palavra Hopeless (no caso, traduzida como caso perdido) tatuada no braço de Holder.

     Colleen Hoover soube desenvolver muito bem a estória, com um vocabulário descontraído coerente à narração em primeira pessoa realizada por Sky ― e cenas típicas de um young adult.
     As surpresas de Um Caso Perdido também não deixaram a desejar. Utilizando recursos de inversão cronológica como flashbacks e, também, um capítulo inicial ambientado no futuro ―, os segredos do casal protagonista e enigmas da estória foram introduzidos aos poucos na narrativa.

     Também gostei muito da construção dos personagens. A própria Sky não segue o esteriótipo de personagem principal que costumamos conhecer. Ela é forte, determinada e até mesmo um pouco insensível em determinados assuntos.
     Holder, por sua vez, segue o padrão de badboy conquistador que nós, leitores, já estamos cansados de ver por aí, porém, suas particularidades e evolução de personalidade durante o desenrolar da trama o tornam apaixonante.

     Mas, para não me estender ainda mais e terminar essa resenha, fica meu conselho para você: Se esse livro está na sua estante ou na livraria mais próxima da sua casa, esperando pela chance de ocupar esse espaço ―, pare tudo que estiver fazendo e comece a lê-lo. Comece agora. Eu garanto que não haverão motivos para arrependimento e, de quebra, Um Caso Perdido te dará uma importante lição de vida.

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Novidades #9: Amazon agora vende livros fisicos!

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     Estou passando aqui só para compartilhar uma informação que alegrou muito o dia dos compradores compulsivos de livros do Brasil \o/ Acho que a maioria de vocês já conhecem a Amazon, não é mesmo? Os leitores brasileiros costumam ter contato com a loja devido aos e-books vendidos, mas agora, a Amazon está com uma novidade em sua loja virtual brasileira: acervo de livros físicos em português. Além disso  que por si só já é uma ótima notícia ―, para estrear essa nova modalidade de vendas, a loja está oferecendo várias condições especiais.

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     E não se esqueçam de me contar o que acharam da novidade!

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